Apesar de ser o cão mais comum do Brasil, o vira-lata está entre os mais
relegados na hora da adoção. Mas ele tem um dia dele: 31 de julho. Data para refletir sobre adoção responsável e critérios usados na
escolha de um pet.
A psicóloga Juliana Sato, especializada em vínculo humano-animal e luto pet, lembra
que a primeira impressão pode influenciar a escolha, mas não revela
necessariamente o temperamento, a história ou as necessidades de um cão. Um
animal que não se aproxima pode estar assustado, enquanto outro que parece
agitado pode apenas estar reagindo ao ambiente do abrigo.
 |
| Juliana-foto Helton Nóbrega |
A profissional lembra que a primeira impressão pode ser o começo de um encontro, mas não deveria definir sozinha quem terá uma chance. Para ela, quando a escolha considera a compatibilidade entre o animal e a vida que a pessoa pode oferecer, aumentam as possibilidades de construir uma relação duradoura e positiva para os dois. “Escolher pela aparência é escolher pela foto. Conviver é outra coisa”, resume Juliana.
 |
| Foto: Ju Sato |
Juliana atua em saúde mental no universo pet, com foco em vínculo
humano-animal, além de oferecer consultorias, mentorias e iniciativas voltadas
ao bem-estar emocional no setor veterinário. Ela sugere que, antes da decisão, vale perguntar: que vida eu tenho para
oferecer para o cão? Abaixo, ela dá dicas para quem pretende adotar um pet sem
raça definida:
1. Não escolha apenas pela aparência
Filhotes, cães pequenos ou animais que chamam atenção imediatamente podem ser
os primeiros a serem escolhidos. Mas a aparência não determina se aquele cão é
compatível com a rotina do futuro responsável.
2. Considere a sua própria rotina
É importante avaliar quanto tempo, presença e disposição é possível oferecer.
Uma pessoa que passa muitas horas fora de casa, por exemplo, deve analisar se conseguirá atender às necessidades de um
cão com muita energia ou que demande mais companhia.
 |
| foto: reproduçao internet |
3. Não tire conclusões no primeiro encontro
O comportamento observado no abrigo nem sempre
revela a personalidade do animal. Um cão retraído pode estar assustado,
e um animal que não demonstra afeto imediatamente pode simplesmente precisar de
tempo para confiar.
4. Dê tempo para o vínculo se construir
Cães que passaram por abandono ou maus-tratos podem levar dias ou meses para se
sentirem seguros. Rotina estável, paciência e respeito ao tempo deles são
fundamentais. O vínculo aparece quando a segurança é oferecida sem que uma
resposta imediata seja cobrada.
5. Esteja preparado para um compromisso de longo prazo
Adotar significa assumir responsabilidades com a rotina, os cuidados e as
despesas do animal, inclusive durante o envelhecimento e possíveis doenças.
Também significa estar disposto a conhecer o cão real, e não apenas aquele que
se imaginou encontrar.
Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Responsável por matérias especiais para o caderno B e titular de uma coluna no Diário Popular. Redatora especial e redatora de moda do City News, do grupo DCI, que posteriormente adquiriu o Shopping News e o Jornal da Semana. Idealizou e editou o Todamoda, que foi o primeiro caderno totalmente dedicado à moda no Brasil. Responsável pela execução de edições diárias em feiras nacionais de moda, como Fenit, Feninver, Feira de Moda de Fortaleza. Cobertura Internacional e pesquisas de tendências dos desfiles de alta-costura e prêt-à-porter em Paris, Roma, Milão e Londres. Docente do primeiro curso para formação de produtores de moda, ministrado pelo Senac. Foi membro do Conselho de Moda da Faap. Autora de três livros: “A Moda dos Anos 80”, “Na Moda de Corpo e Alma” e “Beleza e Qualidade de Vida de A a Z”.
0 comentários :
Postar um comentário