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Modos e Modas é o blog da Jornalista Deise Sabbag. Inspirado nas tendências com possibilidade de alcançar as ruas e focado nas tendências adequadas ao biotipo brasileiro. Deise é autora de três livros: “A Moda dos Anos 80”, “Na Moda de Corpo e Alma”, e “Beleza e Qualidade de Vida de A a Z”, glossário reunindo os principais verbetes do setor.
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Vira-lata tem data para refletir sobre adoção responsável!

Written By Deise Sabbag on quarta-feira, 29 de julho de 2026 | julho 29, 2026

 





Apesar de ser o cão mais comum do Brasil, o vira-lata está entre os mais relegados na hora da adoção. Mas ele tem um dia dele: 31 de julho. Data  para refletir sobre  adoção responsável e critérios usados na escolha de um pet.

A psicóloga Juliana Sato, especializada em vínculo humano-animal e luto pet, lembra que a primeira impressão pode influenciar a escolha, mas não revela necessariamente o temperamento, a história ou as necessidades de um cão. Um animal que não se aproxima pode estar assustado, enquanto outro que parece agitado pode apenas estar reagindo ao ambiente do abrigo.



Juliana-foto Helton Nóbrega



A profissional  lembra que a primeira impressão pode ser o começo de um encontro, mas não deveria definir sozinha quem terá uma chance. Para ela, quando a escolha considera a compatibilidade entre o animal e a vida que a pessoa pode oferecer, aumentam as possibilidades de construir uma relação duradoura e positiva para os dois. “Escolher pela aparência é escolher pela foto. Conviver é outra coisa”, resume Juliana.



Foto: Ju Sato




Juliana  atua em saúde mental no universo pet, com foco em vínculo humano-animal, além de oferecer consultorias, mentorias e iniciativas voltadas ao bem-estar emocional no setor veterinário. Ela sugere que, antes da decisão,   vale perguntar: que vida eu tenho para oferecer para o cão? Abaixo, ela dá  dicas para quem pretende adotar um pet sem raça definida:

1. Não escolha apenas pela aparência
Filhotes, cães pequenos ou animais que chamam atenção imediatamente podem ser os primeiros a serem escolhidos. Mas a aparência não determina se aquele cão é compatível com a rotina do futuro responsável.

2. Considere a sua própria rotina
É importante avaliar quanto tempo, presença e disposição é possível oferecer. Uma pessoa que passa muitas horas fora de casa, por exemplo, deve analisar  se conseguirá atender às necessidades de um cão com muita energia ou que demande mais companhia.



foto: reproduçao internet




3. Não tire conclusões no primeiro encontro

O comportamento observado no abrigo nem sempre  revela a personalidade do animal. Um cão retraído pode estar assustado, e um animal que não demonstra afeto imediatamente pode simplesmente precisar de tempo para confiar.

4. Dê tempo para o vínculo se construir
Cães que passaram por abandono ou maus-tratos podem levar dias ou meses para se sentirem seguros. Rotina estável, paciência e respeito ao tempo deles são fundamentais. O vínculo aparece quando a segurança é oferecida sem que uma resposta imediata seja cobrada.

5. Esteja preparado para um compromisso de longo prazo
Adotar significa assumir responsabilidades com a rotina, os cuidados e as despesas do animal, inclusive durante o envelhecimento e possíveis doenças. Também significa estar disposto a conhecer o cão real, e não apenas aquele que se imaginou encontrar.






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Sobre Deise Sabbag

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Responsável por matérias especiais para o caderno B e titular de uma coluna no Diário Popular. Redatora especial e redatora de moda do City News, do grupo DCI, que posteriormente adquiriu o Shopping News e o Jornal da Semana. Idealizou e editou o Todamoda, que foi o primeiro caderno totalmente dedicado à moda no Brasil. Responsável pela execução de edições diárias em feiras nacionais de moda, como Fenit, Feninver, Feira de Moda de Fortaleza. Cobertura Internacional e pesquisas de tendências dos desfiles de alta-costura e prêt-à-porter em Paris, Roma, Milão e Londres. Docente do primeiro curso para formação de produtores de moda, ministrado pelo Senac. Foi membro do Conselho de Moda da Faap. Autora de três livros: “A Moda dos Anos 80”, “Na Moda de Corpo e Alma” e “Beleza e Qualidade de Vida de A a Z”.

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