O Sinditêxtil-SP (Sindicato
das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo), entidade com 94
anos de história na defesa do setor, manifesta seu repúdio à
decisão do Governo Federal de extinguir a tributação sobre compras internacionais
de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. A entidade considera essa medida um retrocesso
gravíssimo que penaliza diretamente quem produz, investe e gera riqueza no
Brasil.
"São Paulo é o "coração
pulsante" da indústria têxtil brasileira, sendo responsável por quase 30%
da produção nacional.Com aproximadamente 6.500 empresas espalhadas pelo Estado,
o setor sustenta mais de 370.000 empregos diretos em toda a sua cadeia produtiva.
A isenção concedida às plataformas internacionais de e-commerce desestabiliza
esse ecossistema, criando uma concorrência desleal e predatória que ameaça a
sobrevivência de milhares de confecções e fiações paulistas", informa o Sinditêxtil-SP.
Impactos
O Sindicato alerta que os impactos econômicos e
sociais são devastadores. "É inadmissível que a indústria nacional, que opera
sob regras rígidas, custos logísticos elevados, juros altos e uma pesada carga
tributária, tenha que enfrentar concorrentes estrangeiros subsidiados, que agora
recebem nova subvenção do próprio governo brasileiro".
O Sinditêxtil-SP observa que cerca de 80% das peças
têxteis comercializadas no Brasil custam menos de US$ 50, justamente a faixa
impactada pela medida. "Como as mulheres representam 80% da força de trabalho do
setor, a revogação da taxa vai afetar as trabalhadoras
brasileiras. Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, a tributação sobre
essas encomendas gerou R$ 1,78 bilhão para os cofres públicos. Abrir mão desses
recursos em um momento de busca por equilíbrio fiscal é uma decisão contraditória
e irresponsável".
O Sinditêxtil-SP, em
conjunto com a Abit , CNI, Fiesp, Ciesp e a Coalizão Prospera Brasil, reafirma
que a isonomia tributária não é um privilégio, mas uma condição básica para a
justiça concorrencial. Tais entidades não pedem proteção, mas sim o direito de competir com as
mesmas armas. "O futuro de centenas de milhares de famílias paulistas e o
desenvolvimento econômico sustentável do Brasil não podem ser sacrificados em
favor de plataformas estrangeiras que não geram empregos nem investem em nosso
País", conclui o manifesto.



0 comentários :
Postar um comentário